Entenda a relação da COIN DTVM com a Avenue



Isso é o que nos ensina Warren Buffet, que certa vez disse que caso os mercados fossem eficientes, ele seria um mendigo vagando pelas ruas com uma caneca na mão1.

Pois bem, trazendo para nossa realidade atual, me chama atenção o cenário em que vivemos. Temos visto um mar calmo que parece estar gerando uma boa janela de oportunidade para o investidor.


Nos últimos anos e até mesmo recentemente, nos acostumamos a ver o Brasil nas manchetes dos jornais quase sempre retratando algum evento ou notícia negativa da nossa economia, política ou mesmo cotidiano. Foi assim a questão de algumas semanas atrás, por exemplo, quando infelizmente nos destacamos pelo aumento exponencial de casos do coronavírus e suas variantes.

E assim como essa tivemos vários eventos que corriqueiramente geram o mesmo resultado, ou seja, vemos a bolsa brasileira sofrer, o dólar saltar e o brasileiro fica mais pobre internacionalmente.

No entanto, nas últimas semanas, para ser mais exato 6 semanas, fomos surpreendidos com um cenário diferente, ou seja, no qual vemos a bolsa brasileira subir e o dólar em queda. Entendo aqui que cabe investigar as razões por trás disso. A meu ver a justificativa pode derivar-se de um cenário externo favorável e não de mudanças profundas no ambiente econômico interno. Vou discorrer melhor.

e um ambiente mais calmo, vemos a aversão a risco diminuir e os investidores buscam retornos em ativos de maior risco. Não por acaso a bolsa americana novamente renova máximas.

Vimos a bolsa brasileira inclusive performar bem nas últimas semanas (alta de cerca de 10% desde o início de março), reduzindo o seu atraso relativo às demais bolsas emergentes do mundo – vide gráfico abaixo que compara o Ibovespa na linha verde com o índice de bolsas de países emergentes na linha vermelha. Apenas retornando à correlação histórica com a bolsa de países como Rússia, Turquia, China, Índia e outros emergentes.

Como país exportador de commodites e essas alcançando patamares recordes, temos visto um influxo grande de dólares através de uma balança comercial favorável.

Como reação a tudo isso, vimos o dólar acumular queda de 11% desde as máximas de março. O dólar já cai por 6 semanas consecutivas, mais longa série desde as mesmas 6 semanas de queda findas em 26 de outubro de 2018.

Será que estamos vivendo uma mudança estrutural?

Ou seria algo mais conjectural de curto prazo?


Para um dos maiores gestores brasileiros de todos os tempos, Luis Stuhlberger do Fundo Verde, parece ser algo mais conjectural.


Em sua carta recente ele pondera que a situação econômica não parece melhorar consistentemente e reforça o perigo que isso representa considerando que temos um ano eleitoral em 2022.


O Brasil, em meio a esse pano de fundo, vive uma espécie trágica de dia da marmota. As pressões fiscais não arrefecem dada a liderança presidencial dúbia sobre o tema; as pressões inflacionárias refletem a alta do preço das commodities e o câmbio fraco; o Banco Central vai sendo empurrado pelo mercado para uma postura dura de política monetária (como foi empurrado ano passado para uma postura ultra-dovish), ignorando o desafio de financiar a dívida pública nas taxas de juros que a curva futura indica. Isso tudo pouco mais de um ano antes de uma eleição que lembra o mito grego de Cila e Caríbdis. Navegar os mercados locais vem sendo uma odisseia extremamente complexa e nada indica que vai melhorar.


(Trecho retirado do Relatório de Gestão do Fundo Verde)

Olhando para os dados recentes, o que vimos foi uma certa desaceleração da atividade.

O PMI da indústria mostra que essa segue crescendo, mas em ritmo mais lento.

No segmento de serviços a fotografia é a mesma com um crescimento mais lento.

E com isso a confiança do consumidor arrefece.

Como resultado, a projeção de crescimento da economia brasileira foi reduzida e hoje se encontra em 3,2% para 2021 (linha azul) e 2,3% para 2022 (linha vermelha).


Temos tido nas últimas semanas um certo “céu de brigadeiro” ou um “mar calmo” para os ativos brasileiros com um mundo que cresce e demanda commodities, as quais muitas delas o Brasil produz e transaciona; uma baixa aversão a risco com VIX nas mínimas, juros baixos e a necessidade de busca por ativos de risco que gerem retornos.


No ambiente político, ao menos aparentemente, as discussões mais extremas sobre impeachment, queda de ministros, ou brigas no executivo parecem ter dado uma mínima trégua. Mas olhando o cenário, a mudança recente parece muito mais conjectural do que estrutural. Muito mais restrita e ligada ao mercado externo do que a melhoras internas em nossa macroeconomia.


Não vou aqui me arriscar a prognósticos, mas infelizmente, olhando o histórico, tradicionalmente somos surpreendidos por eventos que chacoalham essa calmaria, sejam eles derivados do ambiente interno ou externo – tal qual foi na crise de 2008,

no escândalo do Joesley Day, nas eleições, no advento do coronavírus no ano passado, etc.

E como reflexo vemos a moeda americana reagir – alta de cerca de 185% nos últimos 10 anos.


Na dúvida, entendo que pode ser hora do investidor aproveitar essa

janela de oportunidade para diversificar seu patrimônio

e se tornar um investidor global.


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